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Minhas escolhas para um desafio literário luxuoso

Em 2016 resolvi participar do Desafio Livrada. Embora eu tenha passado muito tempo pensando em que livros escolher para cada categoria, meio que não tive muito sucesso. Até comecei bem, mas acabei renegando umas quatro ou cinco categorias e apenas não lendo os livros.

Apesar disso, acho a ideia de ter um desafio literário para dar uma animada nas leituras uma boa ideia. E, nesse espírito, eu e Analu resolvemos criar nosso próprio desafio. São 12 categorias – uma para cada mês do ano, uma média decente e possível. Cada uma de nós escolheu seis categorias de forma completamente aleatória e depois selecionamos os livros com carinho (e muitas dúvidas de minha parte). Acredito que agora vai.

Eis as minhas escolhas:

1) Uma escolhe livro pra outra
Quando falo para meus amigos fazerem o desafio também, adapto essa categoria para “um livro indicado por quem te passou” (mais que um desafio, uma corrente); mas, a gente apenas indicou um livro para a outra mesmo. Por escolha de Analu, vou ler meu primeiro Elena Ferrante, “A amiga genial“.

2) Autor brasileiro contemporâneo
Tenho lido bem mais literatura nacional nos últimos anos e pretendo continuar assim, pois ótimas descobertas. Fiquei muito em dúvida do que selecionar para o desafio e acabei deixando entre “Noites de alface” (Vanessa Barbara) ou “Sinuca embaixo d’água” (Carol Bensimon).

3) Autor oriental
É agora que eu finalmente leio o Haruki Murakami! Pretendo começar por “1Q84” mesmo, só não posso prometer dar conta de todos os volumes no mesmo ano. A meta é o primeiro, pelo menos.

4) Um livro com capa vermelha
Certamente lerei outros livros com a capa vermelha ao longo do ano, mas o escolhido é “Vermelho amargo” (Bartolomeu Campos de Queirós).

5) Um livro com nome de bicho no título
Tenho duas opções para essa categoria. Primeiro, “A elegância do ouriço” (Muriel Barbery) que muito me indicaram e fiquei bastante curiosa. A outra é “O último voo do flamingo“, pois acredito que não há como errar com Mia Couto.

6) Um livro lançado no ano em que você nasceu
Nasci em 1993 e descobri que esse não foi um ano fácil para a literatura. Vários autores que consultei na esperança de encontrar um livrinho lançaram livros em 1992 e 1994, deixando 93 como ano de férias ou qualquer coisa assim. Depois de muito sofrimento, adotei “Lituma nos Andes” (Mario Vargas Llosa).

7) Um livro com mais de 500 páginas
Também fiquei em dúvida na hora de escolher meu calhamaço do ano. Com muito otimismo no coração, espero dar conta de ler os dois. Quem sabe? Vou de “Os miseráveis” (Victor Hugo) ou “O pintassilgo” (Donna Tartt).

8) Um livro narrado por uma criança
Essa é uma categoria que eu acho que ainda pode ter mudanças, porque não tava conseguindo pensar em nada na hora que escolhi e boas oportunidades podem surgir. Porém, o escolhido foi “O diário de uma princesa improvável” (Meg Cabot), que me deixou bastante curiosa para saber se segue a maravilhosidade da série de origem.

9) Uma HQ
Mais uma escolha dupla: “Retalhos” (Craig Thompson) ou “Cachalote” (Daniel Galera), o único do Galera que ainda não li.

10) Um livro de não-ficção
Li bastante não-ficção em 2016, o que era algo que eu não tinha o hábito de fazer. Para o ano que vem, espero ler vários, pois curti. Os escolhidos para o desafio foram “Eu sou Malala” (Malala Yousafzai) ou “Vozes de Tchernóbil” (Svetlana Alexievich).

11) Um Saramago
Cês acreditam que eu nunca li José Saramago? Uma vergonha, eu sei. Fiquei feliz de ter esse empurrãozinho e pretendo dar conta de “As intermitências da morte” ou “Ensaio sobre a cegueira“.

12) Um livro lido por Rory Gilmore
A lista de livros citados em Gilmore Girls e lidos pela Rory é gigantesca. Ao invés de me jogar no Rory Gilmore Book Challenge que circula pela webs, escolherei apenas um para o desafio. Como a lista era grande, fiquei interessada em mais de um e acabei escolhendo três: “A redoma de vidro” (Sylvia Plath), “Reparação” (Ian McEwan) e “O poderoso chefão” (Mario Puzo). Talvez eu leia os três?

Sim, a gente chama o desafio de luxuoso.

Para conferir as escolhas da Analu, segue o vídeo da moça:

Que 2017 traga boas leituras e sucesso!!!!!!

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Leituras de 2016 (setembro e outubro)

Todo ano a minha meta é ler pelo menos 50 livros. E, nos últimos anos, eu vinha falhando miseravelmente. Agora, consegui chegar lá! Nesse último bimestre consegui chegar aos 50 e agora preciso apenas correr atrás do sonho de terminar o ano tendo lido os meus livros mais antigos que eu fico renegando na estante por falta de autocontrole e vergonha na cara.

Enfim. Eis as leituras de setembro e outubro:

  • “O meu pé de laranja lima”, José Mauro de Vasconcelos

Resolvi que não teria problema terminar de ler esse livro no ônibus, ainda que Analu tivesse me alertado sobre a possibilidade de lágrimas. Houveram muitas. “O meu pé de laranja lima” é um livro supostamente infantil, porém tristíssimo. A história da criança que vivia a pobreza, apanhava em casa e não conseguiu ser feliz para sempre com uma fonte de carinho é um baque. Porém, ótimo. E o tom da narrativa, contada por uma criança, é um acerto.

  • “Te vendo um cachorro”, Juan Pablo Villalobos

Passei “Te vendo um cachorro” na frente do livro da Elvira Vigna desta lista porque ia ver Juan Pablo Villalobos em uma mesa da Festa Literária de Maringá e queria terminar. Não terminei rápido o bastante, mas terminei com uma assinatura muito fofa do autor na minha página.

Ainda que eu não fosse fangirl do Villalobos, como agora que o vi sou (pois ele é 10), teria gostado do livro. A história acompanha o idoso Teo, que mora em um prédio cheio de baratas e outros idosos e conta tanto sua vida atual, nas picuinhas com os vizinhos, quanto seu passado como taqueiro e aspirante a artista. Os personagens são muito ótimos, várias passagens são muito engraçadas e as citações recorrentes a Adorno ainda dão um toque final para que eu curtisse ainda mais o clima.

  • “Felizmente, o leite”, Neil Gaiman

Li esse livro rapidinho em uma sentada só e me diverti. “Felizmente, o leite” é um livro infantil que eu quero um dia dar de presente para priminhos novinhos. É uma história divertida com dinossauros, viagem no tempo, vampiro, pônei, alienígenas, piratas, erupção vulcânica, balões – tudo contado por um pai que vai ao mercado comprar leite e resolve narrar aventuras aos filhos quando volta para casa.

  • Por escrito”, Elvira Vigna

Meu primeiro contato com Elvira Vigna foi bem sucedido. Amei a forma como ela escreve, o ritmo desse livro é com certeza seu ponto forte. A edição é da Cia das Letras e a capa é bem bacana, só não acho que tenha muito a ver com a história; até o clima é diferente.

O livro é escrito em primeira pessoa por uma mulher que viaja muito a trabalho, tem uma história familiar complicada e escreve para seu parceiro. Ao mesmo tempo que ela está falando com ele, ela acaba divagando em pensamentos próprios e, às vezes, eu também acabava me perdendo em outros pensamentos e perdendo um pouco o fio da meada. Talvez por isso, por não ter ficado suficientemente presa na história o tempo todo, eu tenha demorado tanto para terminar.

Acho que Valderez, a personagem principal de “Por escrito”, se daria bem com a protagonista de “Onde cantam os pássaros”. Talvez elas gostassem de conversar ou de ficar em silêncio juntas.

  • “Histórias de cronópios e de famas”, Julio Cortázar

Meu contato anterior com Cortázar tinha sido em um conto sensacional lido por indicação de um professor no primeiro ano da graduação: “Queremos tanto a Glenda”. Resolvi meio que de repente ler esse livro de contos e foi uma decisão ótima. Julio Cortázar é muito engraçado, gostei demais e achei uma leitura bastante divertida e fantástica. Quero ler mais.

As esperanças, sedentárias, deixam-se viajar pelas coisas e pelos homens, e são como as estátuas, que é preciso vê-las, porque elas não vêm até nós.

  • “13 shocking secrets that you’ll wish you never knew about Lemony Snicket”, Lemony Snicket

Isso na real nem é um LIVRO, mas vocês já sabem e eu confirmo: sou trapaceira e incluo na lista. É um booklet que faz parte de Desventuras em Série e foi liberado pela Harper Collins antes do lançamento do último livro da coleção. Li por motivos de fortes emoções após ver o trailer da série da Netflix e saudades intensas da minha série literária favorita na vida. Curtinho mas amor é amor. Dá para ler online e rapidinho no site oficial do Lemony Snicket.

  • “Granta em português #9: Os melhores jovens escritores brasileiros”

Livro de textos diversos é sempre aquela coisa: uns textos ótimos, outros nem tanto. (E um especialmente bem pedante e chato.) Essa edição de Granta não foi diferente. Teve  coisas que eu já tinha lido: um trecho de “Barba ensopada de sangue” que deu pra matar a saudade de Daniel Galera, um do Antonio Prata que, salvo engano, estava em “Nu, de Botas”. Teve Luisa Geisler que gostei, Vanessa Barbara e Carol Bensimon que preciso urgentemente ler mais. No geral, vale a pena para descobrir gente que você quer conhecer mais ou que vai preferir passar longe no futuro.

  • “Jumanji”, Chris Van Allsburg

Sim, é o mesmo Jumanji, essa é a mesma história do sensacional clássico da Sessão da Tarde. No livro, que é bem curtinho, as coisas são bem mais rápidas e o jogo não é tão profundamente explorado quanto eu imaginei que seria. O que, claro, é compreensível, visto que é um livro infantil e não foi feito para ser um calhamaço. Enfim. O filme é mais bacana, mas a leitura é válida.

O livro em si é obviamente muito belo, ilustrações incríveis, aquilo que a gente espera de um Cosac Naify. (e paguei apenas dez reais, pode mandar mais promoções de cosaquinhos pfvr)

  • “Pó de parede”, Carol Bensimon

Disse que queria ler mais Carol Bensimon, então comecei a ler mais Carol Bensimon. “Pó de parede” é um livro curtinho com três histórias. Achei bem bom – sinal de que minhas impressões com o “Granta #9” foram certeiras. Gostei bastante do jeito que Carol escreve. As histórias têm climas bem diferentes, o que achei legal porque parece que li várias coisas compridíssimas, mas na real li bem rapidinho.

  • “A Bela e a Adormecida”, Neil Gaiman

Um livro rapidinho do Neil Gaiman com uma história que empresta universos de Branca de Neve e A Bela Adormecida. Tipo isso, só que nada a ver. Em “A Bela e a Adormecida”, tem uma moça dormindo por anos e anos em uma torre, esperando ser despertada. Tem anões que buscam uma rainha muito branca e com cabelos muito escuros para ir até a torre e acabar com a maldição do sono. Tem uma velha que fica nessa torre, a única em todo o reino que não dorme. Não tem nenhum príncipe encantado.

Como sempre, Gaiman muito bom em criar um mundo novo, personagens meio sombrios. Fiquei com muita vontade de comprar para alguma criança!!!

  • “A máquina”, Adriana Falcão

Adriana Falcão, que mulher. “A máquina” é um livro curtinho porém tão sensacional que eu gostaria de viver nele. A narrativa da Adriana Falcão nesse livro é mais no clima do livro que é um amor da minha vida, “Luna Clara & Apolo Onze”, o que quer dizer que é maravilhosa e não dá vontade de parar nunca. É claro que amei.

A história é a de Antônio e Karina (SIM!) em uma cidadezinha minúscula chamada Nordestina da qual as pessoas estão sempre indo embora. E de um amor bonito que faz de tudo para continuar existindo sempre.

Eu vou morrer de amor, no meio do sertão, nos braços da seca, com a quentura fervilhando as ideias, enquanto tiver ideia, a vida desistindo de viver, indo embora, a vista turvando, o juízo evaporando, até o finalzinho, aquela hora em que a pessoa pensa com ela mesma, e agora, hein? Então não pensa mais nada e acabou-se.

  • “Farenheit 451”, Ray Bradbury

Meu Desafio Livrada está 01 vergonha, mas esse é meu escolhido para a categoria de autor indicado por um autor de quem você gosta. Quem gosta de Ray Bradbury é o deuso Neil Gaiman, que já escreveu sobre ele e que tem essa história maravilhosa lida com essa voz que eu poderia escutar por horas.

Infelizmente, as opiniões de Gaiman (e seus textos sobre) são melhores que o Ray Bradbury. Não gostei de “Farenheit 451”. Não gostei da história. Não gostei da narrativa. Minha edição (a de bolso da Globo Livros) é bem sem graça. Não gostei, ponto. Achei as coisas meio forçadas, os diálogos bem ruins e a coisa toda muito tediosa.

“Farenheit 451” é uma distopia em que todo o mundo vive alienado com coisas divertidas, que não exigem pensamentos e reflexões, e ter livros é um crime. Os bombeiros existem para incendiar casas de pessoas que são denunciadas por terem livros. E aí vem a história de Montag, esse bombeiro que de repente resolve pensar e fazer alguma coisa sobre isso. Até podia ser legal, mas não é. Não tem como não comparar e eu vou dizer que: se quiser ler uma distopia nessa vibe, fique com “1984” ou “Admirável mundo novo”.

Os últimos livros de 2016 estão chegando!!! Esperemos que o ano termine em glória.

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Leituras de 2016 (julho e agosto)

Mais um bimestre de leituras que eu podia ter lido mais, mas é isso aí. Infelizmente eu sigo sendo uma pessoa lerda, tenho lido a passos de tartaruga e engolindo uma imensidão de tempo entre um título e outro. Se continuar assim, o fim do ano vai chegar com as minhas metas & desejos tão falidos quanto a minha conta bancária no 31º dia do mês.

Enfim. Li o seguinte:

  • “Onde cantam os pássaros”, Evie Wyld

Qualquer detalhe que eu der sobre a história desse livro vai ser um spoiler, então vou ficar no básico. Achava que seria uma história de terror, mas é mais como um suspense meio aterrorizante – e aterrorizante não tanto no sentido de mistérios sobrenaturais e mais no de que a cota de seres humanos horríveis é deveras assustadora porque a gente sabe que eles existem. A narrativa é contada em primeira pessoa por uma moça chamada Jake e ela vai intercalando entre presente e passado, num ritmo que foi meio confuso no começo mas que depois peguei o jeito.

Porém, sinto que ou eu perdi umas coisas no meio do caminho ou realmente umas pontas da história ficaram soltas e no final eu tava meio que assim: ?????¿¿¿???? Se você não se abalar tanto quanto eu e conseguir ler sem ficar tensa demais para continuar, dá pra terminar o livro rapidinho. Eu demorei um tanto.

Nunca tinha lido nada da Darkside antes e a editora está de parabéns pelo projeto gráfico e capa belíssimos. A revisão podia ter sido um pouco mais apurada, achei uns escorregões no texto que destoam da beleza do conjunto, mas nada que torne a leitura insuportável.

  • “Bidu: Caminhos”, Luís Felipe Garrocho e Eduardo Damasceno

Esse é um quadrinho fofíssimo sobre como o Bidu conheceu o Franjinha. A história é uma graça, o visual é bem bonito e ainda tem uma breve participação especial da Mônica. (E a expressão do Bidu se preocupando com problemas é gigantescamente vida real – talvez não exatamente para cães, mas para humanos é garantido.)

  • “Contos de outros cantos”, Ottavio Lourenço

Primeiro livro que leio da Encrenca (esse nome é sensacional demais) e achei bem bacana a edição. Editora independente (e paranaense) & autor paranaense, é um bom bônus duplo para o desafio Livrada do ano – que eu estou meio que sendo horrível e não lendo absolutamente nada da minha lista por séculos, mas a esperança ainda tá presente). O livro é uma coletânea de contos inspirados na obra do Hitchcock e, talvez por não ser uma grande conhecedora dos trabalhos do rapaz, sinto que não pude aproveitar 100% o rolê.

  • “Terra sonâmbula”, Mia Couto

“Terra sonâmbula” é um romance de realismo mágico cheio de lendas, crenças, bichos, guerra e espíritos. A narrativa intercala a história de Muidinga e Tuahir com as histórias de Kindzu, escritas em cadernos que Muidinga encontra num ônibus onde se abrigam. É quase um novelão cheio de plots e coincidências, mas que não parece um clichê em momento algum por mérito absoluto de como o autor conta a história. Mia Couto é incrível e escreve bonito que só. E não bastasse o tanto de neologismos sensacionais que eu gostaria que fossem palavras usadas todos os dias, Mia Couto ainda fala sofrência. Rei.

Li a edição da Companhia de Bolso e fiquei um bocadinho incomodada com o lance de botarem em itálico todas as falas de personagens. Como não sei a quem culpar, relevo e recomendo.

  • “Viver para contar”, Gabriel García Márquez

Cheguei a falar sobre “Viver para contar” na newsletter e em um post, devido ao fato de estar bastante impressionada. A autobiografia do García Márquez apenas confirma o quão incrível é esse ser humano – e sua vida já era meio fantástica antes mesmo dele publicar livros e ganhar um Nobel. Claro, nem sempre sua vida foi fácil e ele e a família (com seus dez irmãos) passaram por apuros de várias formas, mas os acontecimentos e detalhes me deixaram espantadíssima pois é tanta coisa! Imaginem que ele pôde se inspirar em várias coisas da história e costume da família para escrever “Cem anos de solidão” e “O amor nos tempos do cólera”, por exemplo. Imaginem que aquela coisa de arrumar uma rede de telégrafos para enviar cartas para o amor proibido que viajava por várias cidades é real e aconteceu mesmo com os pais dele. Apenas fantástico.

A escrita eu nem preciso comentar pois estamos todos muito bem familiarizados com o padrão de qualidade Gabriel García Márquez de texto. Junte isso ao fato de que tudo que ele tem para contar é interessantíssimo e temos um livro 10/10.

  • “#MeuAmigoScreto: Feminismo além das redes”, Coletivo Não Me Kahlo

O que mais me choca nesse livro é a rapidez com que ele saiu. A #MeuAmigoSecreto circulou nas redes no final de 2015, o livro foi publicado pela Edições de Janeiro já no primeiro semestre de 2016. Que loucura. E mais louco ainda é que o livro é bem feito, os textos são bem bons, o resultado final é bem bacana. Vocês são máquinas ou apenas humanos com cargas surreais de eficiência?

Enfim. Nem preciso dizer que o tema é mais do que relevante. A proposta do livro é discutir várias questões do feminismo com base nos depoimentos que circularam na época da #MeuAmigoSecreto. Vale a leitura.

  • “O sol é para todos”, Harper Lee

Esperava mais. Eu tinha muita vontade de ler esse livro e, quando finalmente cheguei nele, levei semanas em uma leitura arrastada. Achei a história interessante e incrível, especialmente considerando a época da publicação. Porém, a narrativa não me pegou. Em questão de uma história pesada contada por uma criança, acho que a narrativa de “Festa no covil” foi mais bem sucedida que essa, por exemplo. Talvez seja a tradução, sei lá. Só sei que esperava mais.

  • “As aventuras de Pinóquio”, Carlo Collodi

Esse livro é uma preciosidade. Li a edição especial da Cosac Naify e ela é impecável. Demais. Linda mesmo.

Fora isso, também gostei da história. O que eu mais gosto de ler as versões completas de livros infantis é a total surpresa diante das coisas. Pinóquio é muito isso. Fiquei impressionada com trechos em que o Pinóquio é apenas um péssimo exemplo (como quando ele arranca a pata de um gato COM A BOCA) e mais ainda com o tanto que eles tentam incutir na cabeça das crianças que para ser uma pessoa de bem é preciso trabalhar, que quem não trabalha é vagabundo. Mas, o que eu mais gostei foram os títulos dos capítulos: pequenos textos que resumem tudo o que vai acontecer no capítulo todo. É demais.


A intenção é sempre melhorar.