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Minhas escolhas para um desafio literário fabuloso

Antes de 2017 eu não costumava estabelecer metas específicas para minhas leituras do ano, pelo menos nada além da minha meta fixa de ler 50 livros (o que eu não consigo cumprir sempre, mas essa é a vida que vivemos). Porém, em 2017, eu e Analu resolvemos criar nosso próprio desafio literário, o desafio literário luxuoso, com doze categorias (cada uma de nós criou seis) para escolhermos livros a serem lidos durante o ano. E funcionou super! Foi bacana ter alguns livros em vista para me guiar e, então, estamos repetindo a experiência em 2018.

Nesse ano, o desafio literário é fabuloso. Eis as categorias (mais uma vez são doze, seis minhas e seis da Analu) e minhas escolhas.

1. Um livro que você não sabe porque não leu ainda

“A cor púrpura”, da Alice Walker. Conheço várias pessoas que leram e amaram e vejo sempre comentários muito bons sobre esse livro, que eu tenho muita vontade de ler. Por que ainda não li? Não sei. Mas agora vai!

2. Um livro de realismo mágico

Taí um gênero que gosto e que quero ler mais. Para esse desafio, escolhi “Bestiário”, do Julio Cortázar. Até agora, li apenas um livro de contos do autor e gostei bastante, então espero que essa seja uma leitura bacana. Além do mais, gosto de ter um livro de contos para dar uma quebra depois de ter lido alguma coisa que achei particularmente pesada.

3. Um livro cujo título seja ou contenha um nome de pessoa

Outra oportunidade para ler uma autora que tenho muita vontade de ler, mas acabo nunca lendo. Vou ler “Paula”, da Isabel Allende. Impossível pensar em ler Isabel Allende sem pensar nos comentários sobre ela feitos por Luisa, então tenho altas expectativas para a leitura de “Paula”.

4. Um livro publicado no ano em que você entrou na escola

Entrei na escola em 1999, com seis anos – o que é até tarde, considerando que a maior parte das migas da minha geração começou a escolinha com três ou quatro anos (na minha cidade isso era normal, tá?). Olhando as opções de livros publicados na época, escolhi “Stardust”, do Neil Gaiman. É sempre bom ler Neil Gaiman, acho que não tem como escolher errado desse jeito. Esse é um livro dele que tenho curiosidade, mas sempre acabo deixando para depois; lembro que vi o filme há muito tempo, mas já não recordo nada da história, então será 100% de surpresas.

5. Um livro escrito por uma mulher negra

Escolhi para essa categoria “As alegrias da maternidade”, da Buchi Emecheta. Esse livro foi um dos livros da TAG em 2017, indicado pela Chimamanda – o que, óbvio, foi o motivo que me fez assinar um único mês do clube para receber o que quer que fosse que a Chima achasse que a gente deveria ler. Sinceramente, acho que não tem como dar errado.

6. Um autor ou gênero que merece uma segunda chance

Bom. Às vezes eu crio umas categorias que nem sei. Para essa, escolhi ler “As crônicas marcianas”, do Ray Bradbury. Do autor só li “Fahrenheit 451” e não gostei, mas as pessoas gostam tanto que resolvi que vou dar mais uma chance pro menino Ray e testar esse outro livro que é, junto com o “Fahrenheit 451”, o mais famoso. Vamos ver.

7. Um YA

Sempre bom ler um YA! Já falei que os melhores YA para mim são os que me despertam aquele sentimento de estar lendo Meg Cabot aos 14 anos, então é meio que isso que espero que essa categoria faça por mim em 2018. Escolhi dois pois não soube decidir: lerei “Tartarugas até lá embaixo”, o último do John Green ou “Fazendo meu filme”, da Paula Pimenta (o primeiro da série, no caso).

8. Um livro que se passa em um lugar que você quer conhecer

Tem uma infinidade de lugares que ainda quero conhecer um dia, mas, para esse desafio, resolvi escolher a Itália (sim, eu sou um clichezão). Escolhendo Itália, é evidente que escolhi ela, Elena Ferrante. Pretendo ler “A filha perdida”, mas quem sabe eu não resolva fazer a doidera de chafurdar na doença que é a Ferrante e acabe lendo também “Amor incômodo”?

9. Um clássico do terror

Confesso que não sou de ler livros de terror, então não devo ter lido nenhum dos clássicos desse gênero. Para o desafio, resolvi ficar com um dos mais óbvios (e talvez um dos poucos que eu realmente tenho vontade de ler) – “Frankenstein”,  da Mary Shelley.

10. Um clássico da literatura brasileira

Tenho lido mais literatura brasileira, mas não tenho lido nada dos clássicos. “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa, é um dos que mais tenho vontade de ler nesse âmbito e tenho muitas expectativas para essa leitura.

11. Um livro que se passa em um momento histórico importante

Tá, escolhi para essa categoria um livro que não é de ficção, o que talvez seja um pouquinho de trapaça. Lerei “A guerra não tem rosto de mulher”, da Svetlana Alexijevich, que também é um dos livros do Leia Mulheres de Maringá para esse semestre, então lá vai duas metas.

12. Um autor latino americano

Para essa categoria fiquei com “Inventário das coisas ausentes”, da Carola Saavedra, escritora nascida no Chile e que veio para o Brasil ainda criança. O único contato que tive com a Carola foi na Granta, e agora já não me lembro mais se gostei ou não (fico um pouco confusa com livros com vários autores, visto que minha memória é uma piada de mal gosto) – vou refrescar a memória com esse romance.

Para ver quais foram as escolhas da Analu, fica o vídeo:

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2 thoughts on “Minhas escolhas para um desafio literário fabuloso

  1. Esse ano as expectativas estão mais altas porque CONSEGUIMOS CUMPRIR em 2017, hein???
    AMO CRIAR DESAFIOS COM VOCÊ QUERO PRA SEMPRE

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  2. Que legal o desafio, e suas escolhas tbm :) Meu desafio pessoal é ler os livros que já tenho… rs “Grande Sertão: Veredas” está entre eles ;)

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