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Maiores vitórias na minha interação com a natureza

#1 Relar em uma vitória-régia

Eis aqui um fato importante sobre mim: sempre quis subir em uma vitória-régia. Acredito que o que desencadeou esse desejo foi um daqueles desenhos que professores do primário dão pra gente colorir, sabe? Tinha uma pessoa sentada na vitória-régia. E se você der uma pesquisada dá para achar imagens reais de coisas do tipo. Então é possível. Eu acredito.

Mas, ainda não chegou a minha vez de subir em uma vitória-régia. Aliás, nem faz muito tempo desde que eu consegui ver uma ao vivo pela primeira vez. Por isso que, neste ano, quando fui para o Parque do Cocó em Fortaleza e consegui enfiar minha mão pela grade da ponte para encostar numa vitória-régia fez-se um momento de magia.

(você, leitor, que conhece lugares com vitórias-régias resistentes que permaneceriam firmes ao serem pisadas por uma menina pequena e magricela favor deixar as recomedações nos comentários deste texto. obrigada.)

eu acredito

#2 Ver uma jaguatirica

Mais um fato importante sobre mim: eu queria poder ter uma jaguatirica de estimação. Tem bicho mais legal que jaguatirica? É tipo um gato só que uma onça ou tipo uma onça só que um gato. É claro que eu queria ter. Porém, obviamente, eu não posso ter uma jaguatirica e eu também nunca pude relar em uma (se isso for possível pode deixar as instruções junto com as da vitória-régia, faz favor). Mas eu já vi uma. Num zoológico, o que não é o ideal visto que gosto de ver os bichos soltos. Ainda assim, foi marcante.

#3 Plantar uma araucária

Outro fato: eu sou meio obcecada por araucárias. Hoje menos do que já fui, porém ainda ficando meio que encantada com todas elas sempre. Mas, cara, araucária é uma árvore legal pra cacete. Na minha cidade tinha uma araucária e a primeira vez que vi fiquei encantada. Depois, na primeira vez que estive em Curitiba, via tantas pela estrada e pela cidade que nem conseguia crer.

Aí um dia catei uns pinhões que minha mãe tinha comprado e plantei no canteirinho na frente da nossa casa. Eu tinha uns nove anos. E a araucária vingou. Ah, que felicidade foi ver a araucariazinha crescendo e virando um pinheirinho do tamanho de uma árvore de natal média. Só que essa é uma história trágica: não dava para manter a araucária no canteirinho por causa das raízes e tivemos que remover e plantar num outro lugar. O cara disse que ia plantar numa reserva. Se ele mentiu pra mim eu não quero saber, na minha mente a araucária segue viva, bela e imponente.

#4 Ver esquilos

Juro que eu nem sabia que tinha esquilos no Brasil quando, na fila para entrar no Inhotim, passa um bichinho desses correndo. Depois disso, vi alguns outros esquilos dentro do Inhotim – um deles estava comendo que nem os esquilos da ficção comem e foi MÁGICO – e no parque das Mangabeiras, em Belo Horizonte. Tão pequenininhos e fofinhos e ágeis e droga por que a gente não consegue pegar um no colo pra fazer carinho?

#5 Relar em um tucano

Se você, assim como eu, gosta de ver bichos e fica deslumbrado com os mais diferentes, certamente entende como minha face estava completamente tomada de emoção enquanto caminhava pelo Parque das Aves, em Foz do Iguaçu. Quando me percebi passando do ladinho de um tucano que estava calmamente pousado no corrimão de uma ponte, não hesitei em dar uma reladinha de leve nas peninhas dele. Não tenho mais certeza do que aconteceu depois disso (o tucano voou? ou nem percebeu? nós trocamos de corpo acidentalmente?) sei apenas que vale a pena encostar num tucaninho porque é emoção pura.

#6 Visitar uma plantação de amoras

Eu. Amo. Amora. Muito. Andar por uma plantação de amoras, com amoras em todas as direções, podendo pegar amora de todos os lados, saindo de lá com as mãos e a boca roxas de tanto comer amora é algo que eu desejo para todo mundo. Até para meus inimigos para que suas almas sejam tocadas e eles se transformem em pessoas melhores.

#7 Ver flamingos

Mais uma vitória concedida pelo Parque das Aves. Que elegância tem o flamingo, né? Ô passarinho chique. Blasé.

#8 Abraçar um ipê

Quando criança eu tinha uma amiga que tinha um sítio. No sítio do lado tinha uma plantação de alguma coisa (soja? arroz? trigo?) e lá no meio dessa plantação estava ele: um solitário ipê rosa. E eu queria chegar perto dele, pois óbvio. Um dia deixei minha irmã e minha amigas paradas com aquela típica carinha de karina-certamente-uma-imbecil e saí correndo pela plantação até chegar no ipê e abraçá-lo. Era mais longe do que eu tinha calculado. Fiquei meio apreensiva de ser pega pelo dono da plantação. Mas a vitória, ah a vitória!, foi muito doce a vitória.

Sigo esperando outras vitórias.

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