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Leituras de 2016 (março e abril)

Eu tava indo tão bem nisso. Aí comecei a ir muito mal. Nos últimos meses minhas leituras não foram numerosas e eu aproveitei bem mal o meu tempo. Tenho demorado semanas sem fim para ler uns troços fininhos de tudo – reparem como só tem leitura curta nessa leva. Enfim. Agora terei muitas horas para passar em ônibus e se os céus cooperarem eu vou conseguir dormir menos e ler um tiquinho mais. Aguardemos.

  • “Hibisco roxo”, Chimamanda Ngozi Adichie

Era de se esperar que depois de ter passado por dois livros da mesma autora eu estivesse minimamente preparada para enfrentar os chutes no peito que ela dá. Mas não estava. Achei “Hibisco roxo” o mais pesado dos que li. A história é contada por uma adolescente que vive em medo e pressão constantes. É sufocante. Não tem um final feliz – assim como, é fatal lembrar, essas histórias também não têm um final feliz na vida real.

Fiquei meio triste de ler esse livro. Porque agora não tenho mais nada da Chimamanda para ler. Mas também fiquei bem satisfeita. Porque é maravilhoso e merece ser lido.

  • “Yes please”, Amy Poehler

Um ótimo livro para sair daquela sensação que a internet te dá de que você quer muito ser amiga de Amy Poehler e Tina Fey, pois agora a sensação é uma certeza. E também um ótimo livro para dar aquela relaxada após ser completamente derrubada por um livro pesado.

Amy fala de como foi escrever esse livro, do motivo para ter escolhido esse título. Ela mergulha em histórias sobre a sua carreira, seus filhos, suas participações em premiações, sua infância, seus amigos (muito dos quais famosos comediantes) e comenta de relance umas coisas sobre seu divórcio. [trívia: apenas lendo esse livro que fui saber que a amy foi casada com o will arnet] Ela também me fez explodir de saudade de Parks and Rec, com um capítulo dedicado à série e comentários direcionados a cada um dos atores do elenco. “Yes please” é maravilhoso e me fez rir assim como a Amy Poehler.

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  • “Bonequinha de luxo”, Truman Capote

Não gostei. O narrador é insuportável de chato, certamente ele conseguiria deixar igualmente chato o mais interessante dos personagens, assim como fez com Holly. E a história também não achei grande coisa. Ainda bem que é curto, ou nem teria chegado até o fim. Nunca assisti ao filme, mas espero verdadeiramente que ele seja melhor que o livro.

  • “Sejamos todos feministas”, Chimamanda Ngozi Adichie

Esse é o discurso que a Chimamanda fez no TEDx, no qual ela discute questões de gênero, o ser feminista e o próprio uso do termo. É uma leitura muito rápida, dá para ler numa sentada só e só tem a acrescentar na vida. Vale a pena ler “Sejamos todos feministas” se você já tiver visto o vídeo do TEDx? Sim. Chimamanda é rainha? Sim. Lança mais livro, mulher. Lança aí que a gente tá querendo ler.

  • “A desumanização”, Valter Hugo Mãe

Demorei uma vida para ler esse livro, que é fininho e maravilhoso. “A desumanização” fala de morte do ponto de vista de quem fica – que é também como a gente mais consegue se identificar. Tinha muita curiosidade em ler Valter Hugo Mãe e o livro não deixou a desejar: gostei muito da escrita do moço e usei uma quantidade quase recorde de post-its durante a leitura. Só tem aquele leve estranhamento de ler um português que não o pt-br, mas é completamente superável.

  • “Matilda na cidade”, Christianna Brand

Cometi a estupidez de viajar sem levar um livro. Mas, em meu caminho apareceu um daqueles stands de shopping vendendo livros a dez reais e eu, que estava entediada matando tempo, passei por lá e levei esse. Infelizmente não tem nada a ver com a Matilda do filme, como eu achei que teria. Porém bem bonitinha a edição, que será passada a uma criança em breve.

“Matilda na cidade” é sobre uma babá meio mágica, certamente inspirada por Mary Poppins. Só que a Matilda é uma babá meio sádica. Ela usa a mágica dela pra fazer as crianças aprenderem a não fazer travessuras fazendo coisas que elas não querem fazer. Por exemplo: vocês acharam isso engraçado, crianças? então vocês vão rir durante horas. vocês não vão conseguir parar de rir. vocês vão ficar exaustas, vão querer muito parar, vão ficar internamente desesperadas, mas só vão parar quando EU QUISER. Meio assustador pra um livro infantil, né? Tenho percebido que os livros infantis são essa coisa aterrorizante que a gente meio que não percebe quando é criança.

Mas isso é outro assunto. Fiquemos com essa listinha meio mixuruca. Adeus.

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