livros

Retrospectiva 2015: livros

Em 2015 não li tanto quanto eu disse a mim mesma que leria. E também falhei horrorosamente na minha meta de ler, de uma vez por todas, os livros que comprei há anos e sempre acabam renegados na estante, sempre substituídos na ordem de leitura pelos livros novos. Ainda tenho que considerar o fato de que a minha memória está cada dia mais bosta, então muita coisa das histórias já está sendo apagada da minha mente. Mas, vamos lá – essa retrospectiva já é uma tradição.

Foram 35 livros lidos no total e, sim, vários deles são infantis e não me arrependo de nada.

Livros lidos em 2015:
Lolita (Vladimir Nabokov); Will & Will (John Green e David Levithan); Vaclav & Lena (Haley Tanner); Contos Maravilhosos Infantis e Domésticos, volume 1 e 2 (Irmãos Grimm); Middlesex (Jeffrey Eugenides); 13 Incidentes Suspeitos (Lemony Snicket); O Ladrão do Tempo (John Boyne); O Oceano no Fim do Caminho (Neil Gaiman); Uma Coisa de Nada (Mark Haddon); O Discurso “Faça Boa Arte” (Neil Gaiman); Deuses Americanos (Neil Gaiman); Comer, Rezar, Amar (Elizabeth Gilbert); K. (Bernardo Kucinski); A Civilização do Espetáculo (Mario Vargas Llosa); 13 Palavras (Lemony Snicket); Minhas Mulheres e Meus Homens (Mario Prata); Peter & Wendy (J. M. Barrie); Frank Einstein e o Motor Antimatéria (Jon Scieszka); Pessoas que Passam Pelos Sonhos (Cadão Volpato); Um Homem Burro Morreu (Rafael Sperling); Os Filhos de Anansi (Neil Gaiman); Maus (Art Spiegelman); Luna Clara & Apolo Onze (Adriana Falcão); O Livro Sem Figuras (B. J. Novak); Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley); Quando Você a Viu Pela Última Vez? (Lemony Snicket); Do Amor e Outros Demônios (Gabriel García Márquez); Mãos de Cavalo (Daniel Galera); Um Grande Garoto (Nick Hornby); Os Portões (John Connolly); O Casamento da Princesa (Meg Cabot); Senhora Dona do Baile (Zélia Gattai); Cordilheira (Daniela Galera); Meus Documentos (Alejandro Zambra); A Terra Inteira e o Céu Infinito (Ruth Ozeki).

O casal mais apaixonante: Aventura e Doravante, de “Luna Clara & Apolo Onze”. Os pais de Luna Clara se apaixonam profundamente e depois se perdem, mas Doravante passa anos e anos em busca da amada e ela espera, acreditando que ele encontra. <3

Virei a noite lendo: “O Casamento da Princesa”. Não tenho muito mais fôlego para ler até de madrugada, mas esse me deixou acordada até a última página do PDF. “O Diário da Princesa” é uma das séries da minha vida e foi com mixed feelings que eu terminei a saga que a Meg Cabot resolveu ressuscitar. Tem várias coisas meio blé, mas no geral é um livro que me faz matar a saudade de Mia, Michael e todo o resto. Agora Meg, minha querida, não dê uma de JK Rowling e fica quietinha com esse lance, por favor.

Me deixou triste: “Maus”. Bem, eu já sabia o que me esperava, então imaginei que estava preparada pro tanco. Não estava. Fiquei na bad depois de terminar. Mas, óbvio, o livro é sensacional. Fora isso, “13 Palavras” é um livro infantil surpreendentemente melancólico.

Decepção do ano: “A Civilização do Espetáculo”. É uma leitura interessante e o cara sabe escrever. A decepção fica por conta da identificação zero com o modo de pensar do Vargas Llosa e de descobrir que um cara que eu curtia tanto em livros de ficção é meio babaca na não ficção.

Grifei: ainda não criei costume de grifar livros e continuo sendo usuária do bom e velho post-it. Mas, vamos a um bom trecho que poderia ser o resumo de 2015, de “Middlesex”:

“Todo mundo luta contra o desespero, mas ele sempre vence no final. Tem de vencer. É isso que nos permite dizer adeus.” (Cia das Letras, p. 568)

O pior livro de 2015: “Um Homem Burro Morreu”. Eu baixei a versão digital desse livro e achei bem porre. Talvez uns garotos do ensino fundamental pudessem achar bacana, sei lá. Não faz o meu estilo.

Soco no estômago: “Lolita”. Pode até ser uma resposta clichê, mas impossível escolher outra coisa para essa categoria. “Lolita” me deixou enojada em umas várias partes e com vontade de gritar.

O mais chato: não queria repetir, mas… “Um Homem Burro Morreu”.

Morri de rir: “Contos maravilhosos, infantis e domésticos”. Tem uns contos muito bons, é impossível não rir.

Deveria virar filme/série: “Luna Clara & Apolo Onze” daria um filme muito fofo, alguém deveria tentar. “Uma Coisa de Nada” tem potencial para ser uma série de drama familiar, inclusive se saindo até melhor que o próprio livro.

Aventura, Fantasia ou infanto-juvenil: “O Oceano no Fim do Caminho”. Não é fácil votar nessa categoria porque sou entusiasta e li vários durante o ano, mas esse merece a menção honrosa.

Bate bola de personagens

– personagem masculino mais apaixonante: Michael Moscovitz, de “Casamento da Princesa”. Sempre em meu coração.
– personagem feminina admirável: Desdêmona, de “Middlesex”. Que mulher.
– personagem mais chato: Laura, de “Deuses Americanos”.
– personagem mais legal: não consigo escolher, perdão.
– personagem mais perturbador: Holden, de “Cordilheira”. O cara é louco. Todos os amigos dele também são.

Autor de 2015: Neil Gaiman. Beijos, Gaiman.

Melhor livro de 2015: “Middlesex”. Que livro. Leiam.

O que me proponho para 2016: já tá ficando repetitivo, mas continuo insistindo na meta de ler mais e na de ler meus livros atrasados. Em 2015 consegui liquidar ao menos o “Comer, Rezar, Amar”. Quem sabe 2016 não é o ano para enfrentar, de uma vez por todas, o meu “Morro dos Ventos Uivantes”?

Advertisements

One thought on “Retrospectiva 2015: livros

Comente

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s