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Vale a pena trocar livros pelo Skoob?

Até hoje já troquei nove dos meus livros através do sistema de trocas do Skoob: oito pelo plus, um livro por livro. E, como minha experiência foi sempre muito boa, costumo indicar o método para amigos e familiares.

Antes de prosseguir, um parênteses meio óbvio: o Skoob não está me pagando para falar disso (mas caso queira me dar umas cortesias, tamos aí).

Como funciona

O esquema livro por livro não é tão prático assim. Afinal, tudo depende de você encontrar uma pessoa que queira um livro que você está disposto a abrir mão e que esteja oferecendo um que você queira ter. E isso exige muita paciência, busca, checagem de estantes e sorte.

Provavelmente por falha de algum desses fatores, minha troca livro por livro é a que menos gostei do resultado. Troquei “Sussurro” (Becca Fitzpatrick) por “Férias” (Marian Keys). Isso há uns quatro anos e até hoje não tive ânimo para ler minha aquisição. Talvez porque eu já não fosse tão empolgada assim para ler o negócio, talvez por se tratar de uma detestável edição da BestBolso (blergh).

Felizmente, minhas trocas pelo plus foram muito mais satisfatórias. Primeiro que, com o sistema, você não precisa fazer negócio com apenas uma pessoa. Ou seja: você não precisa enviar seu livro e receber de volta um livro do mesmo usuário. No plus você solicita um livro de quem quiser em troca de um ou dois créditos conseguidos depois de responder uma solicitação de algum dos seus livros. O resultado disso é sentir-se numa livraria com um vale presente, podendo escolher qualquer coisa sem ter que pagar. O que é maravilhoso.

O sistema de trocas funciona muito bem e é bastante organizado. Você disponibiliza os livros para troca, escolhe quantos créditos quer por ele e pode acrescentar uma descrição sobre o estado do livro e/ou fotos da edição. Só quando você recebe uma solicitação e a aceita é que tem contato com o endereço do usuário solicitante. A partir daí, você tem um prazo para a postagem e a confirmação do envio é feita pelo cadastro do código de rastreio do pacote nos correios. Quando o livro chega na casa do usuário, ele marca como recebido e os seus créditos são liberados. Depois da troca, você avalia sua experiência com o usuário e isso fica disponível para que as outras pessoas consultem a reputação de alguém. A troca de mensagens não é necessária, mas é um bom complemento para comunicar-se durante o esquema.

Skoob x sebos

Para mim, trocar livros pelo plus é mais interessante que trocar no sebo. Primeiro porque eu não tenho interesse em vender os livros, mas sim trocar – e não me importo em ter livros que já foram lidos. Se dinheiro ou livros novos fossem a prioridade, talvez o sebo seria a melhor opção. E também pelo plus eu não dependo apenas do estoque de um sebo e tenho bem mais opções de exemplares. No mais, o valor do envio sempre fica menor do que comprar um livro novo. O custo x benefício é ótimo.

Minhas trocas

Enviei para uma moça do Alagoas a minha edição de “Mini Becky Bloom” (Sophie Kinsella), que era o único livro físico que tinha da série. “O Azarão” (Markus Zusak) também era meu único da série que não animei em continuar e hoje está morando em Minas. Para o Mato Grosso do Sul já enviei uma edição de “Paris vs. New York” (Vahram Muratyan), apenas porque ganhei dois em um mesmo aniversário. Para o Rio Grande do Sul, “A Terrível Intimidade de Maxwell Sim” (Jonathan Coe), que nem tive forças para terminar de ler; e “Como Dizer Adeus em Robô” (Natalie Standiford), ao qual não era apegada. Para São Paulo foi meu “Will & Will” (John Green e David Levithan), que me valia menos que outros desejos. Também despachei “Breve História da Arte” (Fritz Baumgart), que comprei para estudar para o vestibular em 2010 e imagino que ele será mais feliz em Santos do que estava sendo encalhado na minha estante. “Frank Einstein e Motor Anti-Matéria” (Jon Scieszka) foi meu prêmio em uma cortesia do próprio Skoob e viajou para Santa Catarina tão logo terminei de ler.

Em troca, recebi nove livros. Recebi um “Lolita” (Vladimir Nabokov) novinho, ainda no plástico. Consegui “Como Ser Legal” e “Um Grande Garoto” (ambos do Nick Hornby), que nem sempre são livros fáceis de encontrar, e “Uma Coisa de Nada” (Mark Haddon), que queria muito ler e é meio caro demais para ser comprado naquela edição chinfrim e cheia de erros. Recebi “Condenada” (Chuck Palahniuk), que estou curiosa para começar. Recebi “K.” (Bernardo Kucinski), uma edição bela e que a usuária ainda mandou com um post-it simpático e um marcador de páginas. Arrematei um “Do Amor e Outros Demônios” (García Márquez) que foi o único pelo qual já dei dois créditos. Segui minha coleção de Lemony Snicket solicitando o “Quando você a viu pela última vez?” e, por fim, arrumei uma edição muito bem conservada de “Senhora Dona do Baile” (Zélia Gattai) que teria me custado algumas dezenas de dilmas numa livraria.

(quase) todas as minhas aquisições
(quase) todas as minhas aquisições

Nunca recebi o livro errado, nem tive problema algum com o envio. A descrição dos usuários sempre bateu com o recebido – nada de livros em péssimo estado descrito como novos. Aliás, tive a sorte de receber livros que pareciam (e, uma vez, era mesmo) novos.

Trocar pelo Skoob é ótimo para passar pra frente os livros que você, por algum motivo, tem repetido, não curtiu ou não pretende reler um dia. E na hora de solicitar, você consegue livros que estão esgotados nas lojas, livros que quer ler mas que não compraria e, quem sabe, livros que nem pensou que gostaria de ter mas vale a pena arriscar.

Resumindo: muito massa o skoob plus.

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